sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ai a minha vida...

Estava eu contemplando o rio, envolta nos meus pensamentos, minuto mágico aquele em que fechei os olhos, e senti-me leve leve e livre do peso dos problemas diários. Depois foi um fluir de pensamentos mais ou menos absurdos mas que me faziam sentir bem... Mas que raio de problemas podia eu ter, comparando com outras pessoas que por exemplo acabaram de ficar sem casa, sem emprego/trabalho (sim porque não são a mesma coisa), sem marido/mulher (também não são a mesma coisa...quer dizer...), sem vida (ok, para esses os problemas acabaram), levaram uma descasca do patrão porque estava no MSN em horário laboral (é mesmo dahhhhhhhh o patrão, todo o mundo faz isso), ou ficou sem dinheiro na conta pois um chico esperto de um gestor/administrador ou outro "or" qualquer de um qualquer banco perto de si, achou que podia levar os seus "trocos" uma vez que esse mesmo senhor estava mesmo muuuito necessitado/aflitinho para pagar, quer dizer, INVESTIR (é o q eles dizem) em "aplicações" (pessoais, digo eu)... pois é... que problemas posso eu ter comparando com isto?!

E não é que comecei realmente a sentir-me mesmo mal, mas mesmo mesmo muito mal...?! Foi então que tentei pensar noutras coisas, por exemplo como me apetecia mandar os nossos políticos darem uma GRANDE volta ao bilhar GRANDE, ou darem banho ao cão, ou dar graxa ao cágado (ou será "cagado" segundo o novo acordo ortográfico?), também podiam contar os azuleijos das várias estações de metro... STOOOOOP... mas... será que o bilhar grande é longe ou perto? Por favor arranjem um Pitbull para estes ditos senhores darem banho, e já agora ponham mais azuleijos rapidamente em todas as estações de metro, é que assim ficávamos sem os ver e ouvir durante uma boa temporada!!!

De repente oiço alguém chamar a outro alguém de "mano" e depois mais outro alguém a chamar o primeiro alguém de "mano" também, comecei a ficar confusa, segundos depois mais outro tipo a chamar "manos" a todos os outros, continuei confusa, seriam todos aqueles jovens família? Haveria na realidade uma mãe/pai comum a todos eles? Finalmente a minha confusão desfez-se, percebi que afinal eram todos irmãos, não devido aos laços sanguíneos que os poderiam unir, mas eram "manos" porque se vestiam/falavam ("grunhiam")/andavam/cuspiam e chateavam quem passava, da mesma maneira... fantástica esta geração Y, não acham?!

Juro que tentei continuar a ler o meu livrinho e deixar todos estes pensamentos tolos de lado, mas não é que não consegui???!! Disse para mim mesma, ó mulher deixa-te ir e não levantes ondas... mas... mas... mas afinal conseguem levantar-se ondas assim sem mais nem menos? Continuo a achar que estas não se levantam, e que só se encontram no mar, será que andei enganada estes anos todos? Se assim é, não acho nada bem, não acho bem que andem a enganar a malta, então...

Ali ao lado passava uma senhora que de repente foi como que atropelada por um cachorro que tinha fugido ao dono, dono esse que vinha que nem um louco atrás dele; a tal senhora tropeçou, desequilibrou-se, torceu um pé, como levava um gelado na mão, este caiu em cima do seu casaco de pele caríssimo, e como se não bastasse ainda conseguiu partir o salto da bota que tinha comprado numa daquelas lojas "baratíssimas" ali na Avenida da Liberdade... coitada, disse uma senhora de idade, que se virou para mim e exclamou..."isto é que é uma maré de azar". Mas... lá voltamos nós de novo a meter água no assunto, o azar tem maré?! Conheço a maré alta, baixa, viva... mas, maré de azar é que não conheço mesmo, estou a ver que me tenho que tornar numa leitora mais assídua do Bord'Água!!!

Lenvantei-me do banco e lá fui eu andando mergulhada nos meus pensamentos de novo. Ia eu descansadinha da vida quando olhei para o relógio... credo!!!! Apanhei cá um susto... como as horas voaram... aiiiii... agora as horas têm asas? Quer dizer que os minutos e segundos têm penas... realmente as coisas que as pessoas aprendem pela vida fora... finalmente percebi porque é que os relógios andam presos ao pulso, agarrados por uma corrente no bolso ou pendutados ao pescoço, é que se assim não fosse, os malandros voavam...

Bem já eram horas de ir para casa. Dirigi-me então para o cais de embarque para apanhar o combóio... mas... mas... será possível apanhar-se uma coisa daquele tamanho, e depois de o apanhar, o que é que se lhe faz? No bolso não cabe e prateleiras daquele tamanho não há... eu ainda corri, juro!!! Mas não é que perdi o desgraçado do combóio?! Malandro!!! "Perdi o combóio"???!!! Então é possível perder-se uma coisa daquele tamanho todo?! Ai mulher, tu não andas nada bem, serão as lentes? Acho que vou marcar uma consulta para o oftamologista. Perguntam vocês: "mas o que tem o oftamologista a ver com a história" e eu respondo: "nada"!!!! Onde é que eu já ouvi isto? Looool...

*esta foi uma tentativa de escrever qualquer coisa engraçada aproveitando para desanuviar o "stress" que tem sido mais que muito... desculpem qualquer coisa, ok ;)

Jinhos a todos.
:D